DNA de marca em 5 elementos: preencha uma vez, calibre todos os agentes para sempre
O template que faz IA soar como você — 5 campos específicos com exemplo real da Dimus preenchido.
Preencha em 30 minutos — diferença no output aparece na primeira semana
- ▸ 5 elementos de voz documentados uma vez, usados por todos os 19 agentes
- ▸ 1 semana para ver diferença mensurável na qualidade do output
- ▸ 3 perguntas de validação por peça — cheque antes de publicar
Sem spam. Pode cancelar quando quiser.
O cliente que disse: dá pra ver que foi IA
Eu mandei um texto para um cliente mostrar o que o sistema produzia. Ele leu, devolveu em 3 minutos: "Está bom, mas dá pra ver que foi IA. Não soa como você."
Eu sabia que ele estava certo. O texto era tecnicamente correto — estrutura, argumento, CTA. Mas não tinha as marcas de como eu falo: frases curtas depois de uma longa, perguntas que eu nunca respondo de imediato, exemplos com número sempre antes da conclusão.
O problema não era o modelo. Era que eu nunca tinha documentado o que me faz soar como eu.
Passei os 2 anos anteriores esperando que a IA "aprendesse meu tom." A IA não aprende o que você não ensina. Ela infere. E inferência genérica não tem personalidade. Documentei o DNA em uma tarde. Na semana seguinte, o mesmo cliente disse: "Agora sim, isso é seu."
O que acontece com um agente sem DNA
Você deu o briefing. O agente escreveu. O texto está correto. Mas você lê e sente um estranhamento que não consegue nomear.
Não é o tema — está certo. Não é o argumento — está lógico. É o ritmo. É a palavra que você nunca usaria. É a frase que parece motivacional quando você nunca foi motivacional.
Você edita. Leva 20 minutos para ajustar 3 parágrafos. E no final, o que você editou era você — você acabou de ser o agente de voz, manualmente, mais uma vez. Esse é o custo invisível de um DNA não documentado: você no loop não para aprovar, mas para ser a voz que o agente não tem.
Os 5 elementos do DNA de marca
Cada elemento tem uma função específica. Juntos, dão ao agente o que ele precisa para tomar decisões de voz sem adivinhar.
- ▸ ELEMENTO 1 — VOZ: Descreva em 3 linhas o registro de quem fala pela marca. Não adjetivos ("direto, honesto") — padrões de construção ("frases curtas depois de afirmação forte", "nunca usar exclamação", "perguntar antes de afirmar"). EXEMPLO DIMUS: "Fala como fundador que já testou e sabe o que funciona. Frases curtas. Número antes de conclusão. Nunca soa como coach. Nunca promete transformação — mostra resultado específico."
- ▸ ELEMENTO 2 — CRENÇAS: 3 a 5 afirmações que a marca defenderia mesmo que fossem impopulares. Não valores de parede ("acreditamos em pessoas") — posições reais. EXEMPLO DIMUS: "IA não substitui estratégia. Volume sem critério é ruído. A maioria dos empresários tem problema de sistema, não de esforço. Ferramenta sem processo vira custo."
- ▸ ELEMENTO 3 — EXPRESSÕES: 5 termos que a marca usa e 5 que nunca usa. EXEMPLO DIMUS — USA: "sistema", "critério", "loop operacional", "volume como consequência", "arquitetura". NUNCA USA: "jornada", "transformação", "mindset", "disruptivo", "potencial ilimitado".
- ▸ ELEMENTO 4 — REFERÊNCIAS: 3 a 5 referências intelectuais ou de mercado que aparecem no conteúdo. Calibra o agente para o universo conceitual da marca. EXEMPLO DIMUS: "Alex Hormozi (density e especificidade), Russell Brunson (estrutura narrativa), John Carlton (problema visceral), founders brasileiros, nunca citar guru motivacional."
- ▸ ELEMENTO 5 — RESTRIÇÕES: Comportamentos de conteúdo que violam a identidade, mesmo que "performem bem" genericamente. EXEMPLO DIMUS: "Nunca publicar conteúdo motivacional desconectado de resultado específico. Nunca post de efeméride sem conexão real com o posicionamento. Nunca lista genérica (10 dicas para X). Nunca prometer resultado sem mostrar mecanismo."
Template preenchível — cole no prompt de todos os agentes
Copie este bloco para o início de cada agente do seu sistema. Substitua os campos em colchetes.
- ▸ BLOCO DNA para qualquer prompt de agente: "DNA DA MARCA [NOME]: | VOZ: [3 linhas descrevendo padrões de construção de frase e registro] | CRENÇAS: [3 a 5 afirmações que a marca defenderia em público] | EXPRESSÕES — USA: [5 termos]. NUNCA USA: [5 termos] | REFERÊNCIAS: [3 a 5 referências intelectuais ou de mercado] | RESTRIÇÕES: [3 a 5 comportamentos de conteúdo que violam a identidade]"
- ▸ INSTRUÇÃO DE VALIDAÇÃO — adicione ao final do prompt: "Antes de entregar qualquer output, verifique: (1) o tom está dentro da VOZ documentada? (2) o vocabulário usa as EXPRESSÕES corretas e evita as proibidas? (3) o conteúdo está dentro das RESTRIÇÕES? Se qualquer resposta for não, revise antes de entregar."
- ▸ VALIDAÇÃO POR PEÇA — 3 perguntas antes de publicar: "(1) Eu diria exatamente essa frase em voz alta para um cliente? (2) Um concorrente poderia postar isso com o logo deles e ficaria igualmente adequado? Se sim, está genérico. (3) Tem pelo menos 1 número específico ou 1 exemplo concreto, ou está falando em abstrato?"
- ▸ CALIBRAÇÃO DA PRIMEIRA SEMANA: "Dia 1: cole o DNA no prompt do Time Copy e peça para reescrever 1 post que você considerou genérico recentemente. Compare com o original. Dia 3: peça para o FLARE avaliar 5 posts anteriores contra o DNA e listar o que violaria as restrições. Dia 7: meça subjetivamente se o output está soando mais como você. Se sim, expanda para os outros times."
O que o DNA não resolve
DNA documenta voz. Não documenta estratégia.
Se o posicionamento da marca não está claro para você, o DNA vai soar com a sua voz falando sobre o tema errado. Consistente, mas sem direção.
Com os 5 elementos preenchidos e distribuídos para todos os 19 agentes, você tem um sistema que produz no seu volume e na sua voz sem precisar que você esteja presente em cada peça.
No EP09, a última parte: como montar o sistema inteiro na ordem certa. Porque a sequência de montagem importa — e montar fora de ordem custa mais do que começar do zero.
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